
Rozé Zaramago, o famoso escritor espanhol, essa figura decrépita que de quando em vez aterra no solo que o viu nascer (a troco de uns tustos), voltou à carga com a polémica em torno do último (wannabe) "best-seller" que gatafunhou entre duas mudas de fraldas e outros cuidados paliativos algures na ilha de lancelot. e adivinhem com quem ele se veio meter? com a igreja, pois tá claro! provavelmente a única instituição que ainda lhe vai dando ouvidos, exceptuando toda as outras que lhe tecem loas e mais não sei quantos galardões secundários que, após as vendas, mais ninguém (nem ele) se irá recordar. tirando estas, a malta curte bués é ler uns dans brownes ou os mais saudosistas, as crónicas do tio patinhas.
parece que o livro tem a ver com a história de uma matilha de cães que desatou à dentada depois de uma rusga ao talho de ur, cidade bíblica, e onde um deles rosnou um grito de revolta (caííííín!) mas que no fim o mordido casa com uma cadela rameira lá do bairro, têm muitos cachorros e vivem felizes para sempre.
no entanto, o que atesta o grau de senilidade do próprio contador da história foi o facto de ter ilustrado a capa do livro com uma imagem do JC com uma daquelas pintas hindus bem no meio da testa, o que, não deixa de ser um acto ecuménico do mais alto nível.
pessoalmente nada tenho contra o senhor. li o memorial do convento de fio a pavio, chamando-lhe nomes insistentemente porque quando queria parar de ler para fazer outra coisa qualquer, a porra do livro não tinha capítulos. nem parágrafos. nem a merda de um ponto final. o que me levou, não raras vezes ao desespero de ter que voltar a reler umas páginas atrás para que pudesse retomar o fio à meada. parece que estava a levar com uma lavagem ao cérebro onde em surdina, ouvia o próprio Zaramago a dizer : "eso es para leer esta mierda hasta el fin, cabrón!".
no entanto, tratou-se de uma experiencia única como ir a fátima a pé. entre as duas, preferi que ele me chamasse "cabrón"...
a celeuma toda em volta do livro face à igreja, parte do pressuposto que se todas as criaturas foram criadas por deus, então o livro é um atentado à figura divina. daí o bruá todo que isto está a gerar. mas quanto a mim, há ali qualquer coisa que soa a "dejá vu". o homem deve ter uma fixação por chamar a polémica com a igreja tão grande, que só é comparado com a fixação que o pinto da costa tem pelo benfica...